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Sondagem do solo: por que precisamos conhecer o terreno antes de construir?

Antes de um edifício começar a crescer, existe uma etapa essencial acontecendo embaixo da terra: conhecer o solo onde ele será construído.

À primeira vista, um terreno pode parecer firme, plano e muito semelhante ao terreno ao lado. Mas, alguns metros abaixo da superfície, a realidade pode ser completamente diferente. Podem existir camadas de argila, areia, materiais mais resistentes, rochas e até água subterrânea.

É para descobrir essas características que existe a sondagem do solo, uma das primeiras etapas técnicas realizadas antes de uma construção.

Afinal, o que é uma sondagem?

Podemos pensar na sondagem como uma investigação do terreno.

Ela permite conhecer as diferentes camadas que existem abaixo da superfície e entender como a resistência do solo muda conforme a profundidade. Essas informações são importantes porque será sobre esse terreno que todo o peso da construção precisará ser sustentado.

Uma das técnicas mais utilizadas no Brasil é a sondagem SPT (Standard Penetration Test).

Apesar do nome técnico, a ideia é relativamente simples: são realizadas perfurações em pontos determinados do terreno e, ao longo delas, são feitos testes para entender a resistência encontrada em diferentes profundidades.

Durante o processo, também são retiradas pequenas amostras, que ajudam a identificar os tipos de solo encontrados.

É quase como fazer um “raio-X” do terreno antes de começar a construir.

Como a sondagem acontece na prática?

Antes do início do trabalho, são definidos os pontos do terreno onde as perfurações serão realizadas. A quantidade e a localização desses pontos seguem critérios técnicos e dependem das características e dimensões da construção.

A perfuração avança gradualmente e, em determinados intervalos, é realizado o teste de resistência.

No SPT, um equipamento padronizado é introduzido no solo por meio dos impactos de um peso. Os profissionais registram quantos golpes foram necessários para que ele avance uma determinada distância.

De maneira simplificada, esse resultado ajuda a indicar se aquela camada apresenta maior ou menor resistência.

Conforme a perfuração continua, também são identificadas as mudanças entre as camadas do terreno. Em uma mesma sondagem, por exemplo, pode ser encontrada uma camada mais superficial de solo menos resistente e, alguns metros abaixo, outra com características completamente diferentes.

Quando encontrada durante o processo, a presença de água subterrânea também é registrada.

O que descobrimos depois da sondagem?

Depois do trabalho realizado no terreno, todas essas informações são reunidas em um documento chamado relatório ou boletim de sondagem.

Nele, os engenheiros conseguem visualizar, entre outras informações, os tipos de solo encontrados, suas profundidades e os resultados dos testes de resistência.

Esses dados ajudam os profissionais responsáveis pelos projetos a entender algo que não seria possível enxergar apenas observando o terreno.

E é a partir dessas informações, combinadas com as características do edifício, que importantes decisões podem ser tomadas.

E o que isso tem a ver com a fundação?

Praticamente tudo.

A fundação é a parte da construção responsável por receber as cargas do edifício e transmiti-las ao terreno de maneira adequada.

Para projetá-la, portanto, é necessário saber com que tipo de solo estamos trabalhando.

Dependendo das condições encontradas e das características da construção, podem ser utilizadas diferentes soluções de fundação. Em algumas situações, as camadas próximas à superfície apresentam condições adequadas. Em outras, pode ser necessário levar as cargas até camadas mais profundas.

Por isso, não existe uma fundação que seja automaticamente a melhor para todas as construções.

A solução adequada nasce da combinação entre o que será construído e o terreno que irá receber essa construção.

Por que não podemos simplesmente olhar para o terreno?

Porque a superfície conta apenas uma pequena parte da história.

Dois terrenos localizados na mesma região — e até mesmo lado a lado — podem apresentar diferenças abaixo da superfície.

Além disso, dentro de um único terreno as características do solo também podem variar de um ponto para outro.

É justamente por isso que a engenharia trabalha com investigação e dados. Quanto mais informações são conhecidas antes da execução, melhores são as condições para planejar as próximas etapas da obra.

A sondagem ajuda a reduzir incertezas e fornece informações importantes para que os projetos sejam desenvolvidos de acordo com a realidade daquele local.

Uma etapa pequena diante do edifício, mas importante para todo o projeto

Quando acompanhamos uma obra, normalmente percebemos as grandes transformações: a estrutura subindo, as paredes aparecendo, a fachada tomando forma e, por fim, os acabamentos.

Mas a qualidade de uma construção também depende de muitas etapas que deixam de ser visíveis depois que o empreendimento fica pronto.

A sondagem é uma delas.

Na Masif, entendemos que construir com qualidade começa muito antes de o primeiro pavimento aparecer. Conhecer o terreno, estudar suas características e utilizar essas informações no planejamento faz parte do cuidado necessário para tomar decisões técnicas mais adequadas em cada empreendimento.

Porque uma construção bem planejada não começa pelo que conseguimos enxergar.

Começa entendendo o que existe embaixo.

MASIF Incorporadora
Apaixonada em fazer Diferente.